Hospital de referência para tratar de Covid-19 no Rio de Janeiro tem 90% dos leitos de UTI ocupados…

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Hospital de referência para tratar de Covid-19 no Rio de Janeiro tem 90% dos leitos de UTI ocupados…

O Ronaldo Gazolla, hospital de referência no tratamento da Covid-19 no Rio de Janeiro, localizado em Acari, na Zona Norte da cidade, tem mais de 90% das vagas ocupadas nas UTIs -Unidades de Tratamento Intensivo. É ele que concentra a maioria dos leitos disponíveis para tratamento de pacientes vítimas do novo coronavírus na capital.

De acordo com um levantamento feito pelo Bom Dia Rio, a rede municipal de Saúde do Rio tem, no momento, 170 leitos exclusivos para o coronavírus. Destes, 150 são no Hospital Ronaldo Gazolla e, dentre eles, 137 já estão ocupados restando somente 13 vagos. No Hospital Municipal Jesus, em Vila Isabel, na Zona Norte, são dez leitos no total: oito ocupados, dois vagos. Na CER do Leblon, na Zona Sul, são dez vagas de UTI. Mas a prefeitura não informou quantos estão ocupados e quantos estão livres. A alta ocupação não acontece somente na rede municipal. Nas unidades da rede estadual existentes na capital, a ocupação das UTIs chega a 71%. Na rede federal, menos de 10% dos leitos existentes estão funcionando e estão todos ocupados. O balanço não considera os dados dos hospitais de campanha que estão sendo montados na cidade. As UTIs são importantes no tratamento de pacientes com sintomas graves da Covid-19. Quando a vítima do novo coronavírus tem o quadro respiratório agravado, ela precisa ser entubada e submetida a tratamento com suporte específico, oferecido somente em UTIs. A alta na demanda por UTIs é um dos motivos que levam a OMS – Organização Mundial de Saúde, a recomendar o isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus. A ideia é achatar a curva de contágio da doença, freando a demanda por internação hospitalar dos pacientes graves.

Rede estadual tem 71% de UTIs ocupadas: Na rede estadual, no total são 548 leitos divididos pelo Instituto do Cérebro, Hospital Zilda Arns (Volta Redonda), Hospital Anchieta, Santa Casa de Angra dos Reis (Angra dos Reis) e Hospital Universitário Pedro Ernesto. Nessas unidade, 48,5% dos leitos de enfermaria estão ocupados. E há 71% de ocupação nos leitos de UTI. Ou seja, de cada dez leitos, sete já estão ocupados com pacientes com coronavírus.

Na rede federal: O Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, teria 170 leitos programados. Mas somente 15 estão realmente funcionando e todos já estão ocupados. Os outros 155 leitos não foram abertos por falta de funcionários.  Vale lembrar que a Prefeitura do Rio está em processo de contratação temporária de 5 mil profissionais para suprir as carências das redes no combate à pandemia.
Reclamações por infraestrutura precária: Parentes de pacientes reclamam que o hospital de referência para o tratamento da Covid-19, o Ronaldo Gazolla, não tem água nos banheiros, falta isolamento e condições de higiene adequadas. Elaine Gomes, nora da paciente Marlene da Conceição Ferreira Gomes, de 72 anos, que está entubado no CTI, contou que ficou dois dias sem notícias da sogra. Segundo ela, a sogra foi levada na terça-feira (7) ao Hospital Salgado Filho, no Méier, e foi transferida na quinta-feira (9), para o Ronaldo Gazolla, sem o conhecimento da família. “O hospital está superlotado, a recepção lotada. A gente chega lá 13h e não tem hora para sair. Pode conversar com o médico ou não. E daqui a pouco vamos estar contaminados. Tem um telefone para mais de 50, 60 pessoas falar, passando o mesmo pano o tempo todo. O hospital de referência não tem água no banheiro. Tem dia que não tem álcool em gel”, reclamou Elaine. A mulher de outro paciente disse que ele está internado em estado grave, que pediu para que fosse dado um remédio a ele e que se negaram a entregar a ela o prontuário do paciente.
Prefeitura nega: A Secretaria Municipal de Saúde informou que segue os protocolos do Ministério da Saúde para o atendimento na recepção. Disse que a paciente Marlene foi mantida em isolamento e que a prioridade é salvar a vida dos pacientes. Destacou ainda que nem sempre é possível avisar as famílias com antecedência sobre as transferências. A Secretaria negou a superlotação do hospital Ronaldo Gazolla e diz que pode ter havido alguma situação pontual no abastecimento de água, afirmando que atualmente não há registro de falta d’água na unidade. (Fonte: G1 – Fotos: Bom Dia Rio/Reprodução/Divulgação).

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