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Após deixar poloneses em Varsóvia, voo segue com brasileiros rumo ao Brasil…

O argentino Pablo Lassalle está acompanhando, de Palhoça (SC), onde mora, cada passo da viagem de retorno ao Brasil de sua mulher, a chinesa Hui Zhang, de 33 anos, e da filha do casal, Isabela, que viajaram a Wuhan no ano passado para que a criança conhecesse a família da mãe. Quando rompeu a epidemia de coronavírus, as duas ficaram presas na quarentena decretada na região chinesa. Hui Zhang relatou a Lassalle, na manhã deste sábado, que a comida servida no avião da Força Aérea Brasileira (FAB) era “muito boa”. Do cardápio constaram salmão, queijo, cheesecake e iogurte. Ela também contou ao marido que Isabela vem reclamando bastante durante o voo, mas que os médicos do avião são “bem legais e cuidadosos”: “Sua garota tem muita energia, ela dorme muito pouco, a maior parte do tempo ela brinca e grita, o médico já conhece ela. Chama ela de ‘maluquinha’, escreveu em mensagem.
Poloneses e chinês desembarcam em Varsóvia: Mais cedo, a FAB – Força Aérea Brasileira, divulgou imagem de embarque dos quatro poloneses e do chinês que estavam a bordo das aeronaves que trazem os brasileiros vindos de Wuhan. Eles desceram em Varsóvia, na Polônia, uma das paradas dos voos antes da chegada a Anápolis (GO), onde o grupo de brasileiros e a tripulação ficarão em quarentena. Até a noite desta sexta, o governo listava uma indiana entre os estrangeiros a desembarcarem em Varsóvia, mas ela não foi identificada neste desembarque. Segundo a FAB, as aeronaves VC-2 da FAB chegaram a Varsóvia para reabastecimento por volta das 7h da manhã deste sábado. Antes de chegarem ao espaço aéreo brasileiro, elas devem parar ainda em Las Palmas, na Ilha de Gran Canária, território espanhol. Ao todo, 40 pessoas foram retiradas de Wuhan nesta sexta-feira. Médicos e diplomatas também fazem parte do grupo, totalizando 58 pessoas distribuídas nas duas aeronaves.
Autoridades envolvidas na repatriação destacaram, em entrevista coletiva, que só poderia embarcar quem não estiver apresentando sintomas de contaminação pelo coronavírus. Assim que chegarem à Base Aérea de Anapólis, onde ficarão hospedados, o grupo que será submetido a quarentena passará por uma avaliação médica. Haverá uma análise à parte para identificar se haverá necessidade de quarentena também para a equipe que foi a Wuhan buscar os brasileiros (médicos, diplomatas, profissionais da comunicação e tripulação). Caso haja essa indicação, eles também serão alocados na base. A quarentena vai acontecer em uma área de 900 metros quadrados dentro da instalação militar. O espaço conta com um hotel de trânsito, com 38 suítes. Os comandantes da operação já definiram em cada quarto cada um dos repatriados vai ficar. Há quartos para casais, solteiros e casais com filhos. Sempre que estiverem fora dos quartos — o grupo poderá circular também por uma área externa, com gramado —, a orientação é para que usem máscaras. A China contabiliza 722 mortos em decorrência do coronavírus e mais de 34 mil infectados. Quase todas as vítimas fatais se concentram na província de Hubei, cuja capital é Wuhan. Mais uma morte foi registrada nas Filipinas e outra em Hong Kong. O Brasil investiga oito casos suspeitos, segundo o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado nesta sexta-feira. (Fonte: G1 – Fotos: Hui Zang/Jorge William/Reprodução/Divulgação).

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