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O Instituto Butantan está desenvolvendo uma vacina própria contra a Covid-19, a ButanVac. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira, 26, pelo governador João Agripino Dória Júnior (PSDB) e pelo presidente do Butantan, Dimas Covas. Até o momento, a vacina passou por testes pré-clínicos. Agora, o Instituto deve pedir autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) nesta sexta para dar continuidade a próxima fase de testes. A previsão é que a nova etapa comece em abril. “Esse desenvolvimento começou há um ano, exatamente no dia 27 de março do ano passado, no laboratório da área bioindustrial”, afirmou Dimas Covas. O diretor do Butantan explicou que a tecnologia usada é a mesma que a da vacina da gripe e garantiu que o imunizante será seguro. A vacina é desenvolvida em ovo embrionário. “É uma vacina que será mais imunogênica, portanto, poderemos usar menos quantitativo por pessoas e poderemos ter mais vacinas para a população. Os testes clínicos estão previstos para começarem em abril, tão logo tenha a autorização da ANVISA”.
No estudo clínico previsto, serão avaliadas doses diferentes e intervalos de doses também. Não está descartada a possibilidade de a ButanVac ser aplicada em dose única, pela boa resposta imunológica verificada nos testes pré-clínicos. A vacina já foi produzida em escala suficiente para que sejam feitos os testes clínicos. Os primeiros testes foram feitos na Índia. Quando aprovados os testes clínicos, nas fases 1 e 2, o Butantan contará com 1.800 voluntários. Na fase 3, serão 9 mil participantes. A ideia é contar com pessoas que estão fora do Programa Nacional de Vacinação até o momento. Segundo Dimas Covas, o Brasil faz parte de um consórcio internacional para desenvolvimento da vacina, que inclui Vietnã e Tailândia. Com isso, o Butantan pretende exportar o imunizante. A previsão é que, a cada ano, o Instituto seja capaz de produzir 100 milhões de doses. “Nosso compromisso é fornecer essa vacina para países de renda baixa e média. Porque é lá que nós precisamos combater a pandemia. Se o mundo rico combate porque tem recursos, e vai ficar relativamente livre do vírus, os países com renda baixa ou média, que tem dificuldades para obter recursos, vai continuar com a pandemia”, explicou Covas. A ideia é que a ButanVac possa começar a ser utilizada no segundo semestre de 2021. A produção deve começar em maio e a previsão é que a vacinação seja iniciada no mês de julho. A expectativa é que, em três meses, o Butantan tenha 40 milhões de doses disponíveis. Também nesta sexta-feira, o Butantan vai protocolar a vacina junto à Organização Mundial da Saúde. “A OMS receberá ainda hoje todos os certificados de protocolo dessa vacina, a ButanVac”, disse Doria. “Essa é uma vacina prioritariamente para o Brasil e para os brasileiros”. O financiamento da produção e desenvolvimento da ButanVac é feito pelo Instituto Butantan e pelo governo do Estado de São Paulo.
Como fica a CoronaVac? Segundo Ricardo Oliveira, a nova vacina não vai alterar a capacidade do Instituto Butantan de continuar a produzir as demais vacinas ou o soro anticoronavírus. Na última quarta-feira (24), a ANVISA aprovou os testes em humanos do soro do Butantan. A CoronaVac segue sendo produzida no Butantan. O Instituto tem já entregou mais de 20 milhões de doses do imunizante e, até 30 de abril, serão 46 milhões de doses. Até 30 de agosto, o Butantan deverá entregar 100 milhões de doses da CoronaVac. (Fonte: Yahoo Notícias – Foto: Instituto Butantan/Reprodução/Divulgação).

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