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O Perseverance, o novo robô que a Nasa enviará rumo a Marte nesta quinta-feira (30/07), fará buscas no local em que ficava um antigo lago de cratera por sinais de vidas passadas. Mas se chegou a haver biologia no Planeta Vermelho, como os cientistas a reconhecerão? Hoje, Marte é um ambiente hostil à vida. É frio demais para a água se manter líquida na superfície, e sua atmosfera fina permite a entrada de altos níveis de radiação, o que pode esterilizar a parte superior do solo. Mas não foi sempre assim. Há cerca de 3,5 bilhões de anos ou mais, a água fluía na superfície. Ela esculpiu canais ainda visíveis hoje e criou crateras. Uma atmosfera mais espessa de dióxido de carbono (CO2) teria bloqueado a radiação mais nociva. A água é um ingrediente comum na biologia, por isso, parece plausível que Marte, em um passado longínquo, tivesse oferecido condições para vida. Na década de 1970, as missões chamadas de Viking realizaram um experimento para procurar micróbios no solo marciano. Mas os resultados foram inconclusivos.

Indícios de água: No início dos anos 2000, os robôs chamados de Veículos Exploradores de Marte da Nasa foram incumbidos de “seguir a água”. O Opportunity e o Spirit encontraram evidências geológicas da presença de água líquida no passado. O veículo explorador Curiosity, que aterrissou em 2012, encontrou o lago que, no passado, cobria o lugar onde pousou, a cratera Gale, onde pode ter havido vida. Ele também detectou moléculas orgânicas (contendo carbono) que servem como “blocos de construção da vida”. Agora, o robô Perseverance explorará um ambiente semelhante com instrumentos projetados para realizar testes em busca de traços de biologia. “Eu diria que é a primeira missão da Nasa desde a Viking a fazer isso”, disse Ken Williford cientista do Jet Propulsion Laboratory (JPL), laboratório da Nasa em Pasadena, na Califórnia, responsável pelos projetos da missão. “O Viking buscou vida existente — ou seja, vida que ainda poderia haver em Marte. Mais recentemente, a abordagem da Nasa tem sido a de explorar ambientes mais antigos, porque os dados que temos sugerem que Marte era mais habitável durante seus primeiros bilhões de anos.” O alvo do Perserverance, que deverá pousar em Marte em fevereiro de 2021, é a cratera Jezero, onde os sinais de existência passada de líquido são ainda mais claros, quando vistos em órbita, do que os da cratera Gale.

O veículo explorador perfurará rochas marcianas, extraindo núcleos do tamanho de um pedaço de giz. Estes serão armazenados em recipientes selados e deixados na superfície. Mais tarde, estes serão coletados por outro veículo explorador, lançados à órbita de Marte e levados à Terra para análise. Tudo faz parte de uma colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA na sigla inglesa), um projeto chamado Mars Sample Return (Devolução de Amostra de Marte, em tradução livre). Mas o veículo explorador também terá outras tarefas na superfície de Marte. A cratera de Jezero apresenta um dos exemplos marcianos mais bem preservados de um delta: estruturas em camadas formadas quando os rios entram em corpos abertos de água e depositam rochas, areia — e, potencialmente, carbono orgânico. “Há um canal de rio que flui do oeste, penetrando na borda da cratera; e logo depois, dentro da cratera, na foz do rio, há um belo leque de delta. Nosso plano é pousar bem na frente desse delta e começar a explorar”, disse Williford. O delta contém grãos de areia originários de rochas localizadas rio acima, incluindo de uma bacia hidrográfica que fica a noroeste. “O cimento entre os grãos é muito interessante. Ele registra a história da água interagindo com a areia no momento da deposição no lago”, diz Ken Williford. “Ele fornece habitats em potencial para qualquer organismo que vive entre esses grãos de areia. Pedaços de matéria orgânica de qualquer organismo rio acima podem ter sido potencialmente levados para o delta”. A Jezero está localizada em uma região que há muito interessa a ciência. Fica no lado ocidental de uma bacia de impacto (formada pelo impacto de um meteorito ou cometa) gigante chamada Isidis, que mostra os sinais mais fortes de presença dos minerais olivina e carbonato medidos a partir do espaço. “Os minerais carbonáticos são um dos principais alvos que nos levaram a explorar esta região”, diz Ken Williford. (Fonte: Yahoo Notícias – Fotos: NASA/Reprodução/Divulgação).

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