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Na tarde/noite de sábado, 11/04, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro saíram às ruas da capital, São Paulo, para protestar contra as medidas tomadas pelo governo estadual para combater o novo coronavírus. Numa carreata de carros e motos enfeitados com bandeiras do Brasil, os manifestantes expuseram ataques ao governador João Doria (PSDB) e defenderam a postura de Bolsonaro frente à crise. A carreata percorreu importantes vias como a Avenida Paulista, onde ocupou duas faixas ao longo de alguns quarteirões, a avenida Rebouças, os entornos do Parque Ibirapuera e a Ponte Estaiada. Por onde passou, o ato despertou curiosidade na população que tem aderido às recomendações de especialistas e de autoridades públicas para ficar em casa e evitar a circulação pela cidade. A manifestação ocorre poucos dias após o governo de São Paulo ter declarado que localizou, por meio das empresas de telefonia celular através do Sistema de Monitoramento Inteligente (Simi-SP), o menor percentual de isolamento social no estado, de 49% na quarta-feira, 08/04. E, segundo o governo, a taxa de adesão estava bem abaixo da ideal para controlar a disseminação do coronavírus, que é de 70%, de acordo com o coordenador do Centro de Contingência do covid-19 em São Paulo, o infectologista David Uip. No feriado da Sexta-feira Santa, no entanto, o índice subiu para 57%.
O governador João Doria Júnior afirmou nesta semana que pessoas que fizerem aglomeração nas ruas serão advertidas e orientadas, mas poderão ser presas pela Polícia Militar se insistirem em quebrar a quarentena. Viaturas policiais estão monitorando a movimentação nas ruas e usando autofalantes para transmitir a orientação para que a população evite sair de casa. Na Avenida Paulista, na noite de sábado, um dos líderes do movimento contra o isolamento social discursou para um grupo de pessoas, que reagia com gritos de “fora, Doria”, “traidor da pátria” e “Doria comunista”. Mesmo com os mais de 100 mil mortos no mundo pela doença, ele chegou a dizer que o coronavírus não existe: “Pessoal, venha para a Paulista. Não seja um rato, não fique dentro de suas casas. Venha se manifestar nas ruas. Não acredite nessa mentira, o coronavírus não existe. Isso é um resfriado que sempre existiu. Não entregue a sua vida na mão dos comunistas, eles estão acabando com o Brasil”, declarou o homem. Em outro momento, uma das lideranças discursou contra a China e a imprensa e a uma conspiração para prejudicar o presidente Bolsonaro. O empresário Otávio Fakhouri, ex-tesoureiro do PSL de São Paulo e aliado de Jair Bolsonaro, publicou um vídeo em seu Twitter enaltecendo o ato. “João Doria, seus dias estão contados. Você passou dos limites. Esse povo está por aqui com você. O povo vai arrancar você do seu bercinho, seu ditador” disse Fakhouri. (ambas as declarações, desconexas da realidade que estamos vivendo).
A reivindicação do protesto vai ao encontro do que o presidente Jair Bolsonaro tem defendido. Em pronunciamentos na TV, pelas redes sociais e em encontros na saída do Palácio da Alvorada, ele tem pregado a “volta à normalidade” e atacado governadores e prefeitos que têm mantido restrições mais rigorosas ao funcionamento comercial, de forma a combater a epidemia. Após visitar o primeiro hospital de campanha construído pelo governo federal, em Águas Lindas (GO), na manhã de sábado, Bolsonaro causou novas aglomerações. Sem usar máscara, o presidente foi ao encontro de apoiadores, contrariando as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde. (Fonte: Yahoo Notícias – Fotos: Google Images/Reprodução/Divulgação).

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