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Os paulistas Flavia Xavier-Sacchi (23) e Renato Dimitrov Sacchi (43), e o irmão dele, Raul Sacchi (49), empregavam pelo menos cinco outros brasileiros na operação, que por ano lucrava mais de um milhão de libras – ou cinco milhões de reais. As investigações começaram em 2017, quando uma jovem brasileira procurou a polícia. Ameaçando matar sua família no Brasil, os chefes do esquema a obrigaram a trabalhar nos bordéis durante dois meses. A partir dessa denúncia, agentes da Scotland Yard se infiltraram à paisana no esquema.
“Detetives passaram meses empregando diversas táticas para construir a investigação contra o grupo criminoso, adotando uma abordagem baseada em evidências para garantir que fossem condenados e levados à Justiça. Qualquer pessoa que considere explorar outros seres humanos para obter ganhos financeiros deve esperar enfrentar o mesmo nível de investigação e acusação de especialistas”, informou a polícia metropolitana londrina.
Na Inglaterra, assim como no Brasil, a prostituição não é ilegal, mas a sua exploração sim. Isso significa que a oferta de serviços sexuais em troca de dinheiro está dentro da lei, mas a mediação da atividade (através da figura do cafetão, por exemplo) e a construção de bordéis é proibida. O esquema comandado pela família paulista foi descrito como um “império milionário” nos tabloides ingleses. A rede de prostíbulos se espalhava por seis bairros do norte de Londres e, de acordo com a Scotland Yard, os chefes “desfrutavam de estilos de vida luxuosos, gastando os lucros obtidos com a exploração de profissionais do sexo em férias de luxo, veículos e joias”. Eles ostentavam esse estilo de vida opulento nas redes sociais, onde também criticavam duramente a corrupção no Brasil. Publicavam textos e imagens defendendo operações da Polícia Federal e do Exército em Brasilia e no Rio de Janeiro, com legendas como “os corruptos piram”. Em aparelhos celulares confiscados de membros da quadrilha, os detetives descobriram mensagens no WhatsApp discutindo detalhes sobre o gerenciamento dos bordéis. Em uma das conversas, Raul Sacchi escreveu: “Não existe isso de garotas cansadas. Elas estão ali para trabalhar” Após negarem qualquer envolvimento no esquema, o casal Renato e Flavia confessou os crimes no dia 24 de outubro. Ambos foram condenados a mais de 8 anos de prisão. Raul Sacchi continuou se declarando inocente, e recebeu uma pena maior: 9 anos e dois meses. (Fonte: Yahoo Notícias – Foto: Divulgação/London Metropolitan Police).

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